Pesquisa Nibelung´s Alliance

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A Irmandade Odinista




Olá a todos!

Como sabem, eu Tiago Maglor posto sobre minha crença, minha religião e tento sempre postar sua essência, registros históricos de nossa crença poemas que nos ajudem a reviver nossos costumes, etc. E hoje postarei sobre a Irmandade de Odin um grupo pouco conhecido a muitos mas de grande importância a religião, espero que seja bem aproveitado por todos, é uma entrevista a um representante do grupo.

Odinismo e os Mistérios do Passado

AUTOR: O que é Odinismo?
IRMANDADE DE ODIN:  Odinismo é uma antiga religião que reconhece os
deuses promovendo o pensamento, a coragem, a honra, a luz e a beleza. Mais antiga que a
história, o Odinismo é tudo que era chamado de sabedoria quando o mundo era novo e
fresco. 
AUTOR:  E o que é a Irmandade de Odin?
IRMANDADE DE ODIN: A Irmandade de Odin é uma sociedade secreta para
todos os mortais extraordinários que abraçam os princípios do Odinismo.
AUTOR: Mortais extraordinários?
IRMANDADE DE ODIN:  Homens e mulheres que possuem um estado épico da
mente. 
AUTOR: Quando a Irmandade foi estabelecida?
IRMANDADE DE ODIN: Embora o Odinismo seja a religião primordial, a
Irmandade mesmo tem apenas cinco séculos. Ela foi estabelecida durante a época de
nossas humilhações. 
AUTOR: A época das suas “humilhações”?
IRMANDADE DE ODIN: A época quando o Odinismo foi vitíma de crueldades
premeditadas. Durante esse período negro, nosso povo foi assassinado, nossos templos
aniquilados e nossos altares profanados.
AUTOR: E quem perseguiu os Odinistas?
IRMANDADE DE ODIN: Homens e mulheres que ardiam em ódio. Eles
chamavam a si mesmos de vassalos de Cristo, mas eram mentirosos. 
AUTOR: E o uso da força foi efetivo? Os Odinistas trairam e abandonaram seus
antigos deuses?
IRMANDADE DE ODIN: No final, o terrorismo cristão tornou o Odinismo
ainda mais forte. 
AUTOR: Mais forte? De que maneira?
IRMANDADE DE ODIN: Purificado pela violência, o Odinismo tornou-se uma
religião para o tipo mais elevado de heróis. A partir destes heróis –  jovens, fortes e vivos –
a Irmandade de Odin nasceu. 
AUTOR: Conte-me mais sobre as origens da Irmandade. Em termos precisos,
como o movimento se iniciou?
14IRMANDADE DE ODIN: A Irmandade de Odin foi iniciada em uma vila obscura
construída com lama cinza e sapê marrom. 
AUTOR: Qual era o nome da vila?
IRMANDADE DE ODIN: Há certos fatos que eu devo ocultar. Nas lendas,
entretanto, o lugar é chamado de “O-Coração-das-Trevas-Alvas”.
AUTOR: E o que ocorreu nessa vila misteriosa?
IRMANDADE DE ODIN: O processo que iniciaria a Irmandade começou em
1418 quando um vil e venenoso padre cristão organizou a execução de uma jovem viúva. 
AUTOR: Qual era o nome da viúva?
IRMANDADE DE ODIN: Isso também deve permanecer oculto. Nas lendas,
porém, ela é chamada de “A-Amortalhada-de-Odin” 
(1)
.
AUTOR: E por que a mulher foi executada?
IRMANDADE DE ODIN: O padre, um homem famoso por seu dogmatismo, viu
a jovem viúva venerando os antigos deuses numa gruta afastada.
AUTOR: E “venerar os antigos deuses” era um crime capital?
IRMANDADE DE ODIN:  Isso está correto. Nas distorcidas palavras do
diabólico non sense que era então chamado de lei, a morte era a punição por “sussurrar
encantamentos paganistas e realizar rituais pagãos”. 
AUTOR: Então o destino da mulher estava celado?
IRMANDADE DE ODIN: Sim. O padre ofereceu poupar a vida dela caso ela se
submetesse aos seus desejos carnais, mas a jovem viúva escarneceu de sua obscena
sugestão.
AUTOR: E o padre a matou com as próprias mãos?
IRMANDADE DE ODIN: Não. Com eloquente veemência, o padre instigou uma
turba de camponeses na vila e eles assassinaram a jovem viúva. Nas lendas,  a turba é
chamada de “A-Centena-de-Autoridades-Sem-Alma”.
AUTOR: E como a mulher foi morta?
IRMANDADE DE ODIN: Primeiro, cortaram seus belos olhos de sua cabeça.
Então, com pinças em brasa eles arrancaram a língua de sua boca. Finalmente, queimaram
seu corpo trêmulo em uma pira construída com madeira verde.
AUTOR: Por que madeira verde foi usada?
IRMANDADE DE ODIN: Ela queima mais mais lentamente e prolonga a agonia
da vítima. 
15AUTOR: A imolação da viúva deve ter sido um espetáculo chocante.
IRMANDADE DE ODIN: Sim. E seus três filhos, um menino que as lendas
chamam de “Desafio-Zombeteiro”, uma menina conhecida como “O-Poder-da-Inocência” e
um outro menino que é chamado de “Desejo-de-Rebelião” foram forçados a assistir. 
AUTOR: Foi ideia do padre?
IRMANDADE DE ODIN: Sim. E enquanto as crianças assistiam aos sofrimentos
de sua mãe, elas eram espetadas pelo padre e sua doentia imaginação. Estas foram suas
palavras:
Ouvem os pavorosos gritos da prostituta que lhes deu à luz? Em breve – muito
em breve – ela estará gemendo na vala mais funda do inferno com seus falsos deuses. Se
vocês não se tornarem filhos da única verdadeira igreja – se vocês não aprenderem a se
ajoelhar, crer e obedecer – o diabo fará com que vocês compartilhem a dor e sofrimento
dela. 
AUTOR: E  o que as crianças fizeram?
IRMANDADE DE ODIN: Obviamente, elas não tinham medo de terrores
sobrenaturais.
AUTOR: Terrores sobrenaturais?
IRMANDADE DE ODIN: Elas não temiam um inferno fictício, um espantalho
chamado diabo e outros horrores espúrios maquinados por teólogos extintos.
AUTOR: E por que elas não temiam estas coisas?
IRMANDADE DE ODIN: Por que temer as teias deixadas por aranhas mortas?
AUTOR: Então que ações os pequeninos tomaram? Resistiram ao padre?
IRMANDADE DE ODIN: Não, elas eram muito espertas para isso. Elas
perceberam que o padre não poderia prejudicar suas almas, mas poderia incomodar e
atormentar seus corpos. 
AUTOR: Então o que as crianças fizeram?
IRMANDADE DE ODIN: Para salvar suas vidas da ameaça cristã, as crianças
fingiram aceitar as iníquas falácias que estavam sendo forçadas sobre elas.
AUTOR: E isso foi um artifício? Uma manobra tática?
IRMANDADE DE ODIN: Sim. Com suas palavras eles honravam a divindade do
padre – um deus triuno simbolizado por um patriarca desagradável, um bode expiatório de
encomenda e uma agradável abstração – mas nas profundezas de suas almas eles ainda
amavam a antiga religião.
AUTOR:  E como elas manifestaram esse amor?
16IRMANDADE DE ODIN: Em todo inverno, a época quando a morte é forte na
natureza, as crianças visitavam a tumba de sua mãe e comunicavam sua afeição pelos
deuses antigos a ela. 
AUTOR: Se comunicar com os mortos? Como isso é possível?
IRMANDADE DE ODIN: Na prática Odinista, uma mensagem inscrita numa
tabuleta de chumbo alcançará uma pessoa morta caso três condições sejam satisfeitas.
AUTOR: Quais são essas três condições?
IRMANDADE DE ODIN: Primeiro, a mensagem precisa ser “avermelhada” com
o sangue fresco de um animal. Segundo,  a tabuleta de chumbo precisa ser enterrada na
tumba do herói morto na parte mais fria do inverno. E terceiro, o crânio e pelo menos dois
ossos do falecido precisam permanecer intactos. 
AUTOR: Você mencionou sangue fresco. Por que sangue fresco é necessário?
IRMANDADE DE ODIN: Sem sangue, não há poder. Esta é a razão de porque
animais foram imolados quando o Jeová bíblico fez seu pacto com Abraão.
AUTOR: Retornando à prática Odinista, os mortos responderão às mensagens
que recebem?
IRMANDADE DE ODIN: Quase nunca. Nas palavras das lendas, “os mortos
podem ouvir, mas são mudos”.
AUTOR: E por que os mortos são mudos?
IRMANDADE DE ODIN: Porque se comunicar através da barreira é mais fácil
para os vivos que para os mortos.
AUTOR: Mas às vezes os mortos responderão?
IRMANDADE DE ODIN: De fato. De acordo com nossa tradição, as crianças
receberam uma mensagem de sua mãe no terceiro inverno após sua morte.
AUTOR: Conte-me sobre essa comunicação necromântica.
IRMANDADE DE ODIN: Em 1421, enquanto estavam sobre a tumba de sua
mãe, as crianças subitamente viram uma mulher vestida em uma mortalha de linho
branco. 
AUTOR: A mulher era uma aparição? Uma entidade desencarnada?
IRMANDADE DE ODIN: Visões não validam nada. A mulher amortalhada
estava fisicamente presente na tumba. 
AUTOR: E o que aconteceu durante o encontro?
IRMANDADE DE ODIN: De acordo com as lendas, a mulher amortalhada
17primeiro fez essa declaração:
Sem os deuses a alma vagueia, mas não é livre.
Então, após abraçar cada criança três vezes, a mulher amortalhada deu a eles
três diretrizes. 
AUTOR: E quais foram essas três diretrizes?
IRMANDADE DE ODIN: Primeiro, a mulher amortalhada disse às crianças para
formar uma conspiração de iguais – uma conspiração em que cada membro é um líder. 
AUTOR: Qual foi a segunda diretiva?
IRMANDADE DE ODIN: A mulher amortalhada disse para as crianças
venerarem os antigos deuses com ritos clandestinos em lugares desertos. 
AUTOR: E a terceira diretiva?
IRMANDADE DE ODIN: Ela instruiu as crianças a compartilharem o seu
conhecimento com os poucos em quem confiavam. 
AUTOR: Então as crianças deveriam converter?
IRMANDADE DE ODIN: Antes de morrer – antes de penetrar no mistério da
escuridão exterior – todo Odinista deve passar a sabedoria do seu segredo.
AUTOR: Após a entrega das três diretrizes o que aconteceu?
IRMANDADE DE ODIN: A mulher fez essa declaração antes de retornar à
tumba: 
Observem minhas palavras minhas crianças e os deuses da antiguidade serão
os deuses do futuro. 
AUTOR: E as crianças lembraram das palavras dela?
IRMANDADE DE ODIN: Sim. Naquela mesma noite eles fizeram um juramento
solene consolidado com uma ceremônia de sangue. Com aquele juramento a Irmandade de
Odin nasceu.
AUTOR: E essa misteriosa fraternidade tem existido em uma sucessão
ininterrupta até hoje? 
IRMANDADE DE ODIN: A Irmandade exibe as marcas de dentes do
Cristianismo, mas ela sobreviveu.
NOTA:
(1) "The-Shrouded-One-of-Odin". O termo "shroud" indica um pano ou túnica mortuária,
também podendo ser traduzido por "sudário", daí a escolha de "mortalha". Enquanto verbo, "to shroud"
significa ocultar, esconder sob um véu (n. do T.)


13 comentários:

  1. E cara o que foi isso???
    a irmandade de de Ohinn existe mesmo?
    nooosa cara tem gente da irmandade de Ohinn ni Brazil??

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  2. Olá eles existem de verdade não é um grupo de fácil contato mas declaram estar em toda parte como se a irmandade não fosseum grupo mas sim algo q vive dentro de todo Odinista como se a irmandade fosse cada Odinista honrado e digno mas como viu tem uma 'sede' um lugar onde muitos se reúnem mas não csg encontrar muito mais sobre isso como se só escolhidos entrassem, desculpe mas vou continuar pesquisando fatos e comunicarei no blog, obrigado e continue acompanhando pois tem mais.

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  3. Olá!

    Não me leve a mal, mas esses textos não são de sua autoria. Você deveria dar o devido crédito ao autor, e colocar o link do blog da Irmandade de Odin (agora não adianta mais, pq eles estão fora do ar...)

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    1. O que importa para nós é a divulgação da Tradição.
      Não estamos preocupados com créditos.

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  4. Só pra deixar claro colocamos os agradecimentos no final como é de costume ao professor que fez esse trabalho. obrigado por acompanhar e se comunicar conosco.

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  5. para ter a crença e seguir a religião,é preciso ser nórdico?
    porque eu sou alpino,mais gosto muito e aprecio demais a religião odinista.

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  6. Não é preciso ser nórdico para ser Odinista, Odinistas são aqueles cretes e fiéis a Odin seguidores das virtudes e das tradições.

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  7. Excelente post, muito interessante, com boas citações.

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  8. Gostaria de saber como montar um kindred ou ingressar em um. Em termos ritualisticos, etc. ja li os eddas e procuro outros livros e poemas, porém, gostaria de criar um kindred, uma vez que em minha cidade nao há nenhum.

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  9. Gostei muito da intrevista, infelismente não tinha grande conhecimento sobre a irmandade, mas pelo pouco que vi, muitos pensamentos batem com os meus, fiquei muito feliz de ver isso, otimo trabalho ao pessoal da Nibelungos Alience e o integrante da irmandade, que sedeu essa bela entrevista.

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  10. Bem... Não consegui ler essa coisa até o fim. O membro da irmandade comete um erro histórico infeliz bem no começo do texto, pois fala de templos, é sabido que na cultura nórdica nunca houveram templos e mais, não existem relatos de perseguições direta da igreja católica aos pagão que criam em Odin, tanto que muitos de seus ritos caseiros foram absorvidos pela igreja, assim como a celebração do Yulle no solstício de inverno que virou o natal cristão. Não existe credibilidade nesse texto. Acho que quem escreveu isso deveria estudar um pouco mais essa cultura tão grandiosa.

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    1. http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo_e_paganismo Ao Anônimo ai de cima , teve sim perseguição à pagão e templos existiram sim , por exemplo o de Uppsala na Suécia !

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  11. Achei interessante. Nas minhas praticas ( e eu não sigo qualquer religião seja ela qual for, recuso-me a que me sejam impostos principios e regras das quais não concordo), jamais usaria o sangue de qualquer animal, sou vegetariana e considero os animais meus iguais, e nem por isso os Deuses me abandonam, a usar sangue é o meu proprio (simboliza o auto-sacrificio). Mas é sempre bom saber como eram as coisas antigas, e como se faziam. As manifestações dos Deuses são óbvias na minha vida, em especial de alguns.... Paz a todos.

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