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segunda-feira, 28 de março de 2011

Morte no Odinismo II

Oi galera hoje vou dar continuação ao post morte no Odinismo falando sobre os mundo que os mortos habitam.

Helgafjell



Helgafjell, “a montanha sagrada” era uma idéia de vida após a morte que aparecia nas fontes nórdicas do oeste. Esta montanha poderia ser uma formação montanhosa na vizinhança, e era tão sagrada que as pessoas não poderiam olhar em sua direção sem antes lavar o rosto. Na montanha sagrada, os integrantes dos clãs nórdicos levavam uma vida semelhante a que eles haviam tido vivido no mundo mortal. Alguns médiuns podiam olhar para a montanha e o que viam não era assustador, mas era um cenário com uma fogueira quente, onde bebiam e conversavam. A idéia principal seria dos que não morressem como guerreiro os cidadão comuns fossem para lá.
Niflheim


É muito comum encontrar livros e até sites que chamem esse mundo de Hel, isso se deve ao nome da giganta guardiã desse mundo Hel a deusa cadáver filha de Loki e também por muitos associarem ao que seria um “inferno” para os nórdicos.
O reino de punição era uma praia feita de cadáveres chamada Náströnd dentro de Niflheim. Seu mundo é separado do dos vivos por uma corredeira denominada Gjöll através do qual está Gjallarbrú uma ponte sobre o rio, pela qual os mortos devem passar. Os portões são pesados, e fechando atrás daqueles que passam para nunca mais retornarem. Niflheim é o destino final para aqueles que não morrem em batalha, mas por idade ou doença. No Baldrs draumar, nós lemos que Hel tinha decorado uma generosa mesa quando ela esperava por Baldr para adentrar em seu salão. Ainda, é provável que não era um destino atrativo, como as sagas contam de guerreiros que cortavam a si mesmos com lanças antes de morrer a fim de enganar Hel para pensar que haviam morrido de forma heróica em batalhas.
Valhalla


Valhalla era o destino de metade daqueles que morriam em batalha recolhidos como einherjar, uma comitiva reunida com um único propósito: manter-se apta para a batalha, em preparação para a última grande batalha: Ragnarök. Em oposição ao reino de Hel, que era um reino subterrâneo dos mortos, parece que Valhalla estava localizado em algum lugar nos céus. O reino de Odin era principalmente uma morada para os homens, e as mulheres que viviam lá eram as valquírias que pegavam os guerreiros caídos no campo de batalha e traziam-nos para o salão de Odin onde elas davam hidromel a eles. Há pouca informação para onde as mulheres iam, mas ambos Helgafjell e o reino de Hel deviam ser abertos a mulheres e os generosos presentes dados as mulheres mortas poderia demonstrar que eles entendiam haver uma vida após a morte para as mulheres também, que é a pergunta de muitos.
Fólkvangr


Fólkvangr é um salão pós-morte sob o domínio da deusa Freyja, que escolhia metade daqueles que morriam em batalha para morar com ela lá. De acordo com o poema da Poetic Edda, Grímnismál:



Fólkvangr é o nono, lá Freyja comanda
As audiências no salão.
Ela escolhe a metade dos mortos cada dia,
Mas Odin tem a outra metade.

Espero ter matado muitas duvidas hoje e espero vocês quinta pra mais um post,
valeu



quinta-feira, 24 de março de 2011

Morte no Odinismo



E ai galera, mais uma quinta mais um post sobre a crença Odinista espero que gostem, hoje vou falar da morte no Odinismo.

A morte antigamente para os nórdicos era associada a diversos costumes e crenças. Existem diversas maneiras de se fazer um funeral, e também existem varias noções de almas e de para onde vão como: Valhalla, Fólkvangr, Hel e Helgafjell.

Existe pelo menos duas interpretações conhecidas de alma pelas antigas crenças nórdicas. O último suspiro que uma pessoa dá era entendido como a passagem para o mundo dos deuses o fim de uma vida humana e começo de uma espiritual. Há também uma “alma livre” ou “alma onírica” que poderia somente deixar o corpo durante momentos de inconsciência, êxtase, transe e sono. A alma consciente compreendia tanto as emoções quanto a vontade, estava localizada no corpo e só podia ser liberada quando o corpo fosse destruído. Quando o corpo jazia, a alma consciente poderia começar sua jornada para o reino dos mortos, possivelmente usando a alma livre como intermediária.

Funeral

Nos funerais os objetos funerários tinham o mesmo tratamento que o corpo, para poder acompanhar a pessoa morta em sua pós-vida. Se uma pessoa era imolada (oferecida em sacrifício), então seus pertences deveriam ser também, e se o falecido fosse enterrado, seus objetos seriam enterrados com ele também. Muito freqüentemente eram cremados também com seus pertences, e sempre garantindo cremar o falecido por inteiro para que ele não volte para assombrar. Escravos às vezes eram sacrificados para serem úteis no pós-vida. A um homem livre eram dados usualmente armas e equipamentos para cavalgar. Um artesão como um ferreiro, poderia receber seu conjunto de ferramentas. Mulheres eram providas com suas jóias muitas vezes com os objetos para suas atividades tanto domésticas quanto pessoais.
Um dos mais conhecidos tipos de funeral ligados aos costumes nórdicos era a queima de navio, onde agrupavam os corpos em um navio e o queimavam no oceano era um funeral mais usado por ricos. O mais suntuoso funeral Viking descoberto é o navio-jazigo Oseberg, que era de uma mulher obviamente de elevado status social, que viveu no século IX.

Era comum queimar corpos e as oferendas mortuárias numa pira, que a temperatura alcançava um calor insano muito superior aos fornos crematórios de hoje. Tudo que permanecia eram alguns fragmentos de metal e alguns ossos humanos ou animais.
No século VII um dia após a morte da pessoa, era celebrado o sjaund, ou brinde funeral, pois envolvia beber ritualisticamente. O brinde funeral era uma forma de demarcação social da questão da morte. Somente após o brinde funeral que seus herdeiros poderiam legalmente clamar a sua herança.

Pós-morte

Os historiadores ainda não sabem muito sobre os cultos aos ancestrais na antiga Escandinávia, acredita-se que assim que o homem morria sua alma começava o caminho ao mundo dos mortos para o lugar de pós-morte apropriado a ele.

Bom galera espero que tenham gostado, darei continuidade ao post na segunda-feira, explicando quais são os lugares que os mortos iam no seu pós-morte.
Obrigado e até segunda.