Pesquisa Nibelung´s Alliance

sábado, 7 de maio de 2011

Cernunnos

Olá galera, estive ausente por um tempo e por isto peço desculpas.
Dando continuidade aos posts célticos, hoje vou falar sobre o Deus Cernunnos.




 O Deus da fertilidade, geralmente representado por um homem de barba, com cascos e chifres. Em outras vezes é representado como o Senhor dos Animais, muitas vezes ao lado deles, os alimentando. Ele também tem o poder da mutação, podendo aparecer na forma de cobra, lobo ou cervo.




Em muitas subculturas ele é considerado o próprio parceiro da Grande Mãe, como é chamada a Deusa Dana, por estes grupos e apresentam o Deus nas formas de criança, jovem e ancião, tendo assim uma imagem triplica como da própria Deusa.





Cernunnos na forma de criança nos chega à primavera, trazendo a esperança renovada e a promessa de que dias melhores estão por fim. Representa também a alegria de viver e nos rituais há sempre muitas cores, danças e comidas em sua honra.






Como jovem, o Deus já crescido representa toda a vitalidade de sua idade e nos aparece no verão. Ele sempre está nos bosques e florestas, correndo de um lado para o outro e estando em maio aos animais que o respeitam e o seguem. Neste tempo ele conhece a Deusa e por ela se apaixona eternamente. Eles ficam juntos e tornam-se um só corpo, representando o equilíbrio do feminino e do masculino.






Em outono o Deus começa envelhecer e a ficar doente, está é sua forma de Ancião, trazendo sabedoria e nos fazendo refletir mais em nossos ideais e projetos. No inverno ele morrerá e por isso a Natureza também estará morta, de luto pelo seu Deus tão amado e neste momento a Deusa também está muito infeliz, mas sabe que logo ele renascerá como a criança da promessa, trazendo toda a felicidade ao mundo novamente.



"Eu também quero de volta à natureza. Mas essa volta não significa ir para tráz, e sim para a frente."


sexta-feira, 6 de maio de 2011

A Irmandade Odinista II

Hoje vou postar a continuidade do dialogo com a Irmandade de Odin, tem mais só que não posso prolongar meu post, peço a todos que esperem a continuação no próximo post, obrigado a todos e até a próxima.

A Irmandade de Odin Hoje e o Ideal Heróico

AUTOR: Qual o status da Irmandade na presente era?
IRMANDADE DE ODIN: Somos uma aristocracia secreta que penetra cada
continente.
AUTOR: Aristocracia secreta?
IRMANDADE DE ODIN: Uma elite oculta. Assim como os “Mestres Ocultos” da
lenda ocultista, vivemos sem sermos reconhecidos no mundo.
AUTOR: E o que torna um Odinista especial?
IRMANDADE DE ODIN: Um Odinista é um completo homem de ação.
Enquanto membro do exército invisível dos deuses, ele é direto, descomplicado e forte.
AUTOR: A força parece ser muito importante para os Odinistas.
IRMANDADE DE ODIN: O Odinismo é um Credo de Ferro.
AUTOR: E por que a força é tão importante?
IRMANDADE DE ODIN: Porquê quando os deuses fizeram o homem, eles
fizeram uma arma.
AUTOR: Que tipo de arma?
IRMANDADE DE ODIN: Uma que é dura, mas flexível; perigosa, mas suave.
AUTOR: O homem não foi feito de barro macio?
IRMANDADE DE ODIN: Não. O homem não foi feito a partir da sujeira da terra
(como alegam os monoteístas)  e o homem não foi feito a partir de carbono, oxigênio e
gosma (como os materialistas alegam). 
AUTOR: Então a partir de qual substância o homem foi feito?
IRMANDADE DE ODIN: De acordo com as lendas, os deuses extraíram o
primeiro homem e a primeira mulher de árvores esplêndidas. Esta é a origem da nossa
força. 
AUTOR: Diga-me, o que é força?
IRMANDADE DE ODIN: Em termos poéticos, força é aquilo que exalta a
majestade natural do homem.
AUTOR: E em termos concretos?
IRMANDADE DE ODIN: Força é aquilo que promove o pensamento e a
ousadia. 
AUTOR: E por que a força é tão importante?
IRMANDADE DE ODIN: Porque é apenas se tornando mais forte que o homem
pode alcançar a sua divindade.
AUTOR: Em outras palavras,  através da força o homem pode se tornar
semelhante a deus?
IRMANDADE DE ODIN: Sim. E um homem semelhante a deus –  um homem
que é pura força, inacessível a qualquer compromisso – é chamado de herói.
AUTOR: No mundo de hoje, onde podemos encontrar tais heróis?
IRMANDADE DE ODIN: Em qualquer época, os heróis são aqueles que
conduzem o êxtase da criação ou o frenesi da guerra.  Sobre o politeísmo e a Natureza dos Deuses
AUTOR: O ethos Odinista é interessante, mas vamos discutir seus deuses.
IRMANDADE DE ODIN: Uma ideia excelente. Um homem é aquilo que ele
honra.
AUTOR: Se posso fazer essa pergunta, por que vocês honram muitos deuses?
Por que o politeísmo?
IRMANDADE DE ODIN: monoteísmo, a crença em um deus totalitário, é
incongruente e absurda.  Nenhuma divindade única, supra-ordinária e inefável controla
todas as realidades.
AUTOR: Então o conhecido deus judaico-cristão não existe? Ele é apenas uma
ficção ocultista? Uma invenção metafísica?
IRMANDADE DE ODIN: Essas não foram minhas palavras. A entidade
chamada Jeová (ou Yaveh)  realmente existe – ele é um deus violento de força e majestade
– mas ele é apenas um deus entre muitos. 
AUTOR: Como você sabe que Jeová não é o único?
IRMANDADE DE ODIN: Até mesmo o Velho Testamento admite a verdade. No
primeiro verso do salmo 82, por exemplo, Jeová é referido como um deus “entre deuses”.
AUTOR: Mas esta é apenas uma passagem.
IRMANDADE DE ODIN: O Novo Testamento, uma das mais novas escrituras
do mundo, também aceita a verdade.  Em Corintios, capítulo 8, versículo 5, Paulo de Tarso
escreve que há “muitos deuses e muitos senhores”.
AUTOR: Então o seu politeísmo é baseado em evidências da Bíblia?
IRMANDADE DE ODIN: Certamente que não. Nossa convicção é baseada em
três fundações. 
AUTOR: E quais são?
IRMANDADE DE ODIN: Primeira, invocamos a tradição. O homem tem
adorado muitos deuses por um milhar de séculos. A ideia do monoteísmo, uma fraude
exagerada concebida por um rei egípcio deformado, tem apenas trinta séculos. Trinta
séculos! Isso são apenas 100 gerações humanas. Tal novidade não possui nem raízes, nem
sangue, nem sentido e é irreal. 
AUTOR: E qual é a segunda fundação?
IRMANDADE DE ODIN: Invocamos os fatos da natureza. Observe o universo
ao seu redor. Um universo governado por uma divindade suprema iria possuir a
enlouquecedora simplicidade que caracteriza qualquer ditadura, mas nosso cosmo não
demonstra evidência de uma tal vontade trabalhando. Nosso universo é caracterizado por diversidade e desordem e isso indica que o universo é moldado por muitas vontades e
inumeráveis forças.
AUTOR: E qual é a terceira fundação para o politeísmo?
IRMANDADE DE ODIN: Invocamos uma emoção em nossas almas: sentimos
que os deuses são muitos.
AUTOR: Invocar uma emoção é um tanto quanto irracional.
IRMANDADE DE ODIN: Verdade. Mas os Odinistas sabem que o irracional
pode ser uma fonte de iluminação.
AUTOR: Se assumirmos que o politeísmo está correto, quantos deuses existem?
IRMANDADE DE ODIN: A Natureza – o reino sem janelas de toda a existência
– é inconcebivelmente complexa e está plena com nações de deuses e tribos de entidades
encantadas. Nenhuma mente as conhece todas. 
AUTOR: Então a natureza está literalmente formigando com deuses e criaturas
semelhantes aos deuses?
IRMANDADE DE ODIN: Está correto. O xintoísmo do Japão se refere a oito
milhões de deuses, mas mesmo esse número é muito baixo.
AUTOR: Todos os deuses são onipotentes?
IRMANDADE DE ODIN: A onipotência é uma impostura. Neste universo de
perigos e aventuras, os deuses implementam suas vontades através do esforço – e não por
decretos. 
AUTOR: Os deuses parecem quase humanos.
IRMANDADE DE ODIN: Claro que são antropóides. Aquilo que é inumano não
é divino.
AUTOR: Mas deuses humanóides? Como isso é possível?
IRMANDADE DE ODIN: A diferença entre um deus e um homem é apenas de
grau. Um deus é mais sábio, mais forte e mais belo, mas a natureza fundamental de um
deus é semelhante à do homem. 
AUTOR: Então um deus é uma espécie de super-homem?
IRMANDADE DE ODIN: Está correto. Amplifique tudo que é grande no homem
e o resultado será um deus.
AUTOR: Os Odinistas honram todos os deuses que existem?
IRMANDADE DE ODIN: Honramos todas as divindades – desde Janus dos
romanos até Tlazolteotl dos Astecas – mas o movimento é especialmente dedicado à raça de senhores descritos nos Versos Eddaicos.


Os Versos Eddaicos e as Três Idades do Homem

AUTOR: O que são os Versos Eddaicos?
IRMANDADE DE ODIN: Os Versos Eddaicos são antigos poemas. Também
chamados de “As-Palavras-de-Poder” , os Versos Eddaicos são brilhantes e audazes
revelações que descrevem certos deuses que possuem a elegância da força. 
AUTOR: Por que essas revelações são expressas em versos?
IRMANDADE DE ODIN: Todo conhecimento transcendental é expresso em
versos. Nenhum outro meio pode conduzir as forças intelectuais e instintivas dos deuses e
dos “homines noetici”. 
AUTOR: “Homines noetici”?
IRMANDADE DE ODIN: Homens pensantes.
AUTOR: E quem compôs esses misteriosos Versos Eddaicos?
IRMANDADE DE ODIN: Os Versos Eddaicos foram o produto de um gênio
singular.
AUTOR: E qual era o nome desse gênio?
IRMANDADE DE ODIN: Nas lendas, ele é chamado “Conhecimento-Inflamadopela-Imaginação”. Um homem de grande sabedoria, os sábios da moderna Índia o chamam
de Vyasa e alegam que ele ainda vive em algum lugar nas montanhas da Ásia.
AUTOR: E quando este indivíduo inspirado – este “Conhecimento-Inflamadopela-Imaginação” – compôs estes poemas?
IRMANADADE DE ODIN: Os Versos Eddaicos foram criados durante a
primeira idade da humanidade.
AUTOR: A primeira idade?
IRMANDADE DE ODIN: A história humana tem três períodos. O primeiro é
chamado de “A-Idade-do-Frescor-Primitivo”. Nesta primeira idade, os principais inimigos
de um homem eram predadores com corações puros 
(1)
.
AUTOR: Quem eram esses predadors com corações puros?
IRMANDADE DE ODIN: Animais selvagens.
AUTOR: E qual é a segunda idade?
IRMANDADE DE ODIN: A segunda idade é chamada de “A-Idade-dos-GestosHeróicos”. Neste período, os principais inimigos de um homem eram outros homens. 
AUTOR: E esta idade era uma idade de competição e guerra?
IRMANDADE DE ODIN: Sim. Foi o tempo quando o homem amadureceu sob o
sol da adversidade. 
AUTOR: E qual é a terceira idade?
IRMANDADE DE ODIN: A terceira idade é “A-Idade-da-DecadênciaCompleta”. Nesta idade – o período no qual vivemos hoje – o principal inimigo de um
homem é ele mesmo. 
AUTOR: E esta terceira idade é um período de inequívoco declínio?
IRMANDADE DE ODIN: Sim. É o tempo de feridas auto-inflingidas.
AUTOR: Voltando aos Versos Eddaicos, você disse que esses poemas foram
produzidos durante “A-Idade-do-Frescor-Primitivo”?
IRMANDADE DE ODIN: Está correto.
AUTOR: E qual linguagem era usada neste período antigo?
IRMANDADE DE ODIN: Nenhum homem contemporâneo pode falar a língua
primordial. Sua beleza foi refratada pelas brumas dos séculos.
AUTOR: Então ninguém vivo hoje consegue entender os Versos Eddaicos?
IRMANDADE DE ODIN: Não em sua forma original. Mas os ecos da
antiguidade ainda podem ser estudados em uma versão posterior.
AUTOR: E quem registrou essa versão?
IRMANDADE DE ODIN: Uma sucessão de excelentes, ousados e magníficos
senhores guerreiros. 
AUTOR: E quem foram esses senhores guerreiros?
IRMANDADE DE ODIN: A História os chama de Cimérios, Scitios , Samartios e
Vikings. Em suas épocas de grandeza, essas esplêndidas raças eram fortes e puras como os
rios das montanhas. 
AUTOR: E o que houve com essas raças esplêndidas?
IRMANDADE DE ODIN: Como todos os povos, eles eventualmente perderam
sua inocência e virilidade.
AUTOR: Em outras palavras, eles se tornaram civilizados?
IRMANDADE DE ODIN: Está correto. 
NOTA:
(1) "Hearts of whiteness", literalmente, "corações de brancura". Deve ser entendido no sentido
de pureza, inocência, sem mácula (n. do T.)


Por que Venerar os Deuses Odinistas?

AUTOR:  Vamos voltar aos seus deuses. Diga-me, por que destacar as
divindades Eddaicas dentre os incontáveis deuses que você disse que existem?
IRMANDADE DE ODIN: Para responder a esta questão, preciso contar-lhe a
história de um jovem sábio chamado “Inocente-de-Convicção”. 
AUTOR: Muito bem.
IRMANDADE DE ODIN:  De acordo com uma antiga lenda, “Inocente-deConvicção” decidiu testar os deuses para determinar quais divindades mereciam a maior
honra. 
AUTOR: E como o sábio testou os deuses?
IRMANDADE DE ODIN: Sendo rude com eles.
AUTOR: Rude?
IRMANDADE DE ODIN: Sim. “Inocente-de-Convicção” abordou os deuses
proferindo blasfêmias familiares.
AUTOR:  Uma ideia interessante.
IRMANDADE DE ODIN: De fato, foi. Bem, para retomar a história, primeiro o
sábio abordou a divindade que chamamos “O-Adversário-de-Todos-os-Deuses”. Um deus
ciumento, ele alega que apenas ele é divino.
AUTOR: E como o sábio insultou esse deus?
IRMANDADE DE ODIN: O sábio o chamou de um cruel e destemperado
déspota do deserto.
AUTOR: E o que aconteceu?
IRMANDADE DE ODIN: A divindade que foi abordada dessa maneira irrompeu
numa terrível demonstração de ira e raiva e  intimidou “Inocente-de-Convicção” ao
silêncio.
AUTOR: O sábio não era muito corajoso.
IRMANDADE DE ODIN: Ele ainda não era um Odinista.
AUTOR: Por favor, continue sua história.
IRMANDADE DE ODIN: A seguir, o sábio abordou uma segunda divindade –
aquela que chamamos “O-Deus-que-Teme-o-Esquecimento-e-Rejeição”. Pálido e diminuto
ele é o deus que quer que todos os homens o amem e conheçam. 
AUTOR: E como “Inocente-de-Convicção” insultou esse segundo deus?

IRMANDADE DE ODIN: O sábio fez uma referência ao passado do segundo
deus.
AUTOR: O que o sábio disse?
IRMANDADE DE ODIN: “Inocente-de-Convicção” disse que qualquer entidade
que tenha nascido num estábulo não cheirava como um deus.
AUTOR: E como a segunda divindade reagiu?
IRMANDADE DE ODIN: A segunda divindade ficou decepcionada e magoada.
Ele passou um sermão no sábio – ele reprovou o sábio com palavras condescendentes – e
concluiu seus comentários com estas palavras:
Você está perdoado. Vá, minha criança, e não peque mais!
AUTOR: Isso soa familiar.
IRMANDADE DE ODIN: Algumas divindades tratam os homens como crianças.
AUTOR: Por favor, continue sua história.
IRMANDADE DE ODIN: Bem, finalmente o sábio avistou a raça de senhores
que chamamos os deuses Eddaicos. Em uma remota cidadela na montanha, ele os
encontrou em um banquete com porco e vinho. 
AUTOR: E como “Inocente-de-Convicção” insultou esses deuses Eddaicos?
IRMANDADE DE ODIN: Usando uma voz férrea, o sábio os denunciou como
falsos deuses que satisfaziam suas luxúrias e procriavam monstros.
AUTOR: E como os deuses Eddaicos responderam?
IRMANDADE DE ODIN: A princípio, houve um momento de silêncio (os deuses
não estavam acostumados com tais ousadas impiedades) mas eventualmente um dos
comensais falou: 
Forasteiro, disse o deus, vou lhe dar este aviso: se sacar minha espada, ela não
será embainhada novamente até que tenha seu sangue nela.
AUTOR: E o que o sábio disse?
IRMANDADE DE ODIN: Após uma pequena pausa, ele intuiu a necessária
sabedoria. Ele falou estas palavras:
Amigo, replicou o sábio, eu encontrei a coragem e um homem corajoso não
teme a ira dos deuses. 
AUTOR: E o sábio foi punido por sua ousadia?
IRMANDADE DE ODIN: Não. Pelo contrário, a audácia do sábio agradou aos deuses Eddaicos, e todos os comensais riram.
AUTOR: Eles riram?
IRMANDADE DE ODIN: Sim. E os deuses Eddaicos convidaram “Inocente-deConvicção” para se juntar ao banquete deles pois eles admiravam qualquer homem que
ousasse confrontar o poder. Tal homem, eles declararam, era um confederado natural dos
deuses.
AUTOR: E então o sábio tinha encontrado sua resposta?
IRMANDADE DE ODIN: De fato. E ele fez uma descoberta também.
AUTOR: Qual descoberta?
IRMANDADE DE ODIN: Cuidado com os deuses que não conseguem rir.
AUTOR: Esta parábola é certamente reveladora.
IRMANDADE DE ODIN: Não era uma parábola. De acordo com nossas lendas,
os eventos realmente ocorreram durante a “Idade-dos-Gestos-Heróicos”.



segunda-feira, 2 de maio de 2011

A Irmandade Odinista




Olá a todos!

Como sabem, eu Tiago Maglor posto sobre minha crença, minha religião e tento sempre postar sua essência, registros históricos de nossa crença poemas que nos ajudem a reviver nossos costumes, etc. E hoje postarei sobre a Irmandade de Odin um grupo pouco conhecido a muitos mas de grande importância a religião, espero que seja bem aproveitado por todos, é uma entrevista a um representante do grupo.

Odinismo e os Mistérios do Passado

AUTOR: O que é Odinismo?
IRMANDADE DE ODIN:  Odinismo é uma antiga religião que reconhece os
deuses promovendo o pensamento, a coragem, a honra, a luz e a beleza. Mais antiga que a
história, o Odinismo é tudo que era chamado de sabedoria quando o mundo era novo e
fresco. 
AUTOR:  E o que é a Irmandade de Odin?
IRMANDADE DE ODIN: A Irmandade de Odin é uma sociedade secreta para
todos os mortais extraordinários que abraçam os princípios do Odinismo.
AUTOR: Mortais extraordinários?
IRMANDADE DE ODIN:  Homens e mulheres que possuem um estado épico da
mente. 
AUTOR: Quando a Irmandade foi estabelecida?
IRMANDADE DE ODIN: Embora o Odinismo seja a religião primordial, a
Irmandade mesmo tem apenas cinco séculos. Ela foi estabelecida durante a época de
nossas humilhações. 
AUTOR: A época das suas “humilhações”?
IRMANDADE DE ODIN: A época quando o Odinismo foi vitíma de crueldades
premeditadas. Durante esse período negro, nosso povo foi assassinado, nossos templos
aniquilados e nossos altares profanados.
AUTOR: E quem perseguiu os Odinistas?
IRMANDADE DE ODIN: Homens e mulheres que ardiam em ódio. Eles
chamavam a si mesmos de vassalos de Cristo, mas eram mentirosos. 
AUTOR: E o uso da força foi efetivo? Os Odinistas trairam e abandonaram seus
antigos deuses?
IRMANDADE DE ODIN: No final, o terrorismo cristão tornou o Odinismo
ainda mais forte. 
AUTOR: Mais forte? De que maneira?
IRMANDADE DE ODIN: Purificado pela violência, o Odinismo tornou-se uma
religião para o tipo mais elevado de heróis. A partir destes heróis –  jovens, fortes e vivos –
a Irmandade de Odin nasceu. 
AUTOR: Conte-me mais sobre as origens da Irmandade. Em termos precisos,
como o movimento se iniciou?
14IRMANDADE DE ODIN: A Irmandade de Odin foi iniciada em uma vila obscura
construída com lama cinza e sapê marrom. 
AUTOR: Qual era o nome da vila?
IRMANDADE DE ODIN: Há certos fatos que eu devo ocultar. Nas lendas,
entretanto, o lugar é chamado de “O-Coração-das-Trevas-Alvas”.
AUTOR: E o que ocorreu nessa vila misteriosa?
IRMANDADE DE ODIN: O processo que iniciaria a Irmandade começou em
1418 quando um vil e venenoso padre cristão organizou a execução de uma jovem viúva. 
AUTOR: Qual era o nome da viúva?
IRMANDADE DE ODIN: Isso também deve permanecer oculto. Nas lendas,
porém, ela é chamada de “A-Amortalhada-de-Odin” 
(1)
.
AUTOR: E por que a mulher foi executada?
IRMANDADE DE ODIN: O padre, um homem famoso por seu dogmatismo, viu
a jovem viúva venerando os antigos deuses numa gruta afastada.
AUTOR: E “venerar os antigos deuses” era um crime capital?
IRMANDADE DE ODIN:  Isso está correto. Nas distorcidas palavras do
diabólico non sense que era então chamado de lei, a morte era a punição por “sussurrar
encantamentos paganistas e realizar rituais pagãos”. 
AUTOR: Então o destino da mulher estava celado?
IRMANDADE DE ODIN: Sim. O padre ofereceu poupar a vida dela caso ela se
submetesse aos seus desejos carnais, mas a jovem viúva escarneceu de sua obscena
sugestão.
AUTOR: E o padre a matou com as próprias mãos?
IRMANDADE DE ODIN: Não. Com eloquente veemência, o padre instigou uma
turba de camponeses na vila e eles assassinaram a jovem viúva. Nas lendas,  a turba é
chamada de “A-Centena-de-Autoridades-Sem-Alma”.
AUTOR: E como a mulher foi morta?
IRMANDADE DE ODIN: Primeiro, cortaram seus belos olhos de sua cabeça.
Então, com pinças em brasa eles arrancaram a língua de sua boca. Finalmente, queimaram
seu corpo trêmulo em uma pira construída com madeira verde.
AUTOR: Por que madeira verde foi usada?
IRMANDADE DE ODIN: Ela queima mais mais lentamente e prolonga a agonia
da vítima. 
15AUTOR: A imolação da viúva deve ter sido um espetáculo chocante.
IRMANDADE DE ODIN: Sim. E seus três filhos, um menino que as lendas
chamam de “Desafio-Zombeteiro”, uma menina conhecida como “O-Poder-da-Inocência” e
um outro menino que é chamado de “Desejo-de-Rebelião” foram forçados a assistir. 
AUTOR: Foi ideia do padre?
IRMANDADE DE ODIN: Sim. E enquanto as crianças assistiam aos sofrimentos
de sua mãe, elas eram espetadas pelo padre e sua doentia imaginação. Estas foram suas
palavras:
Ouvem os pavorosos gritos da prostituta que lhes deu à luz? Em breve – muito
em breve – ela estará gemendo na vala mais funda do inferno com seus falsos deuses. Se
vocês não se tornarem filhos da única verdadeira igreja – se vocês não aprenderem a se
ajoelhar, crer e obedecer – o diabo fará com que vocês compartilhem a dor e sofrimento
dela. 
AUTOR: E  o que as crianças fizeram?
IRMANDADE DE ODIN: Obviamente, elas não tinham medo de terrores
sobrenaturais.
AUTOR: Terrores sobrenaturais?
IRMANDADE DE ODIN: Elas não temiam um inferno fictício, um espantalho
chamado diabo e outros horrores espúrios maquinados por teólogos extintos.
AUTOR: E por que elas não temiam estas coisas?
IRMANDADE DE ODIN: Por que temer as teias deixadas por aranhas mortas?
AUTOR: Então que ações os pequeninos tomaram? Resistiram ao padre?
IRMANDADE DE ODIN: Não, elas eram muito espertas para isso. Elas
perceberam que o padre não poderia prejudicar suas almas, mas poderia incomodar e
atormentar seus corpos. 
AUTOR: Então o que as crianças fizeram?
IRMANDADE DE ODIN: Para salvar suas vidas da ameaça cristã, as crianças
fingiram aceitar as iníquas falácias que estavam sendo forçadas sobre elas.
AUTOR: E isso foi um artifício? Uma manobra tática?
IRMANDADE DE ODIN: Sim. Com suas palavras eles honravam a divindade do
padre – um deus triuno simbolizado por um patriarca desagradável, um bode expiatório de
encomenda e uma agradável abstração – mas nas profundezas de suas almas eles ainda
amavam a antiga religião.
AUTOR:  E como elas manifestaram esse amor?
16IRMANDADE DE ODIN: Em todo inverno, a época quando a morte é forte na
natureza, as crianças visitavam a tumba de sua mãe e comunicavam sua afeição pelos
deuses antigos a ela. 
AUTOR: Se comunicar com os mortos? Como isso é possível?
IRMANDADE DE ODIN: Na prática Odinista, uma mensagem inscrita numa
tabuleta de chumbo alcançará uma pessoa morta caso três condições sejam satisfeitas.
AUTOR: Quais são essas três condições?
IRMANDADE DE ODIN: Primeiro, a mensagem precisa ser “avermelhada” com
o sangue fresco de um animal. Segundo,  a tabuleta de chumbo precisa ser enterrada na
tumba do herói morto na parte mais fria do inverno. E terceiro, o crânio e pelo menos dois
ossos do falecido precisam permanecer intactos. 
AUTOR: Você mencionou sangue fresco. Por que sangue fresco é necessário?
IRMANDADE DE ODIN: Sem sangue, não há poder. Esta é a razão de porque
animais foram imolados quando o Jeová bíblico fez seu pacto com Abraão.
AUTOR: Retornando à prática Odinista, os mortos responderão às mensagens
que recebem?
IRMANDADE DE ODIN: Quase nunca. Nas palavras das lendas, “os mortos
podem ouvir, mas são mudos”.
AUTOR: E por que os mortos são mudos?
IRMANDADE DE ODIN: Porque se comunicar através da barreira é mais fácil
para os vivos que para os mortos.
AUTOR: Mas às vezes os mortos responderão?
IRMANDADE DE ODIN: De fato. De acordo com nossa tradição, as crianças
receberam uma mensagem de sua mãe no terceiro inverno após sua morte.
AUTOR: Conte-me sobre essa comunicação necromântica.
IRMANDADE DE ODIN: Em 1421, enquanto estavam sobre a tumba de sua
mãe, as crianças subitamente viram uma mulher vestida em uma mortalha de linho
branco. 
AUTOR: A mulher era uma aparição? Uma entidade desencarnada?
IRMANDADE DE ODIN: Visões não validam nada. A mulher amortalhada
estava fisicamente presente na tumba. 
AUTOR: E o que aconteceu durante o encontro?
IRMANDADE DE ODIN: De acordo com as lendas, a mulher amortalhada
17primeiro fez essa declaração:
Sem os deuses a alma vagueia, mas não é livre.
Então, após abraçar cada criança três vezes, a mulher amortalhada deu a eles
três diretrizes. 
AUTOR: E quais foram essas três diretrizes?
IRMANDADE DE ODIN: Primeiro, a mulher amortalhada disse às crianças para
formar uma conspiração de iguais – uma conspiração em que cada membro é um líder. 
AUTOR: Qual foi a segunda diretiva?
IRMANDADE DE ODIN: A mulher amortalhada disse para as crianças
venerarem os antigos deuses com ritos clandestinos em lugares desertos. 
AUTOR: E a terceira diretiva?
IRMANDADE DE ODIN: Ela instruiu as crianças a compartilharem o seu
conhecimento com os poucos em quem confiavam. 
AUTOR: Então as crianças deveriam converter?
IRMANDADE DE ODIN: Antes de morrer – antes de penetrar no mistério da
escuridão exterior – todo Odinista deve passar a sabedoria do seu segredo.
AUTOR: Após a entrega das três diretrizes o que aconteceu?
IRMANDADE DE ODIN: A mulher fez essa declaração antes de retornar à
tumba: 
Observem minhas palavras minhas crianças e os deuses da antiguidade serão
os deuses do futuro. 
AUTOR: E as crianças lembraram das palavras dela?
IRMANDADE DE ODIN: Sim. Naquela mesma noite eles fizeram um juramento
solene consolidado com uma ceremônia de sangue. Com aquele juramento a Irmandade de
Odin nasceu.
AUTOR: E essa misteriosa fraternidade tem existido em uma sucessão
ininterrupta até hoje? 
IRMANDADE DE ODIN: A Irmandade exibe as marcas de dentes do
Cristianismo, mas ela sobreviveu.
NOTA:
(1) "The-Shrouded-One-of-Odin". O termo "shroud" indica um pano ou túnica mortuária,
também podendo ser traduzido por "sudário", daí a escolha de "mortalha". Enquanto verbo, "to shroud"
significa ocultar, esconder sob um véu (n. do T.)