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domingo, 22 de julho de 2012

O Destino, Wyrd no Odinismo




Olá a todos! Hoje vou trazer a vocês um assunto bastante complexo no Odinismo, algo que muitos desconhecem todos os seus Caminhos e que uma palavra pode ser interpretada de muitas formas diferentes e seguir diversos pontos vista “o Destino”.

A primeira coisa que vem a mente de um Odinista quando se fala em destino são as três sábias Nornir, elas comandam o destino dos homens ao pé da grande  arvore Yggdrasil e o único que pode adentrar esse lugar sagrado e opinar no destino dos Homens é o deus Thor. Essa deve ser a maneira mais comum de se ver o Destino no Odinismo, mas existe outra forma de ver o destino muito usado pelos Antigos são a existência de muitas deusas do Destino as “Nornir”, a crença gira em torno de que quando uma criança nasce juntamente com ela nasce uma Norn, essa crença é muito plausível, pois Thor mesmo possui nove filhas Nornir, essas deusas podem ser de qualquer raça sendo Æsir, Vanir e Álfar, e junto com esse modo de ver surgem dois pontos de vista.

Tendo em mente que quando uma criança nasce juntamente com ela nasce sua Nornir podemos entender e crer que:

1. Cada pessoa possui uma Deusa Norn tecendo seu Destino e decidindo seus caminhos, isso faz crer que ou as Três sábias Nornir não interferem na vida dos homens ou que estão em uma hierarquia superior às deusas Nornir.

2. Devido ao fato de o Destino estar presente no mundo nórdico surgi o pensamento de querer se livrar da imposição, e grupos como o próprio Allmáttki Àss defendem o destino como nós mesmo que fazemos, nós escolhemos nossos caminhos e a Norn destinada a cada um de nós tece nosso “Destino” nossas ações o que forma nossa história. (Essa é a visão de Allmáttli Àss e minha Tiago Maglor).

Com isso Lanço uma frase muito boa sobre destino no mundo “nórdico”, e muito famosa entre seus seguidores, que surgiu no poema de Beowulf e resurgiu nas Obras do renomeado escritor Bernard Cornwell.

Wyrd bið ful ãræd “O Destino é Inexorável”.

Seguindo o pensamento dessa frase, que é o pensamento mais comum no Odinismo tomamos que ninguém pode fugir do Destino, que não importam os seus atos e escolhas você sempre será guiado para lugar já lhe escolhido, porém, seguindo o segundo ponto de vista apresentado acima em que nós decidimos nosso próprio Destino, o modo de ver do Allmátkki Àss tomamos essa frase como: “O destino está inexoravelmente a nossa volta, não podemos fugir dele, mas podemos decidi-lo, ou seja, os fios que tecem nosso destino e História esta inevitavelmente nas mãos de nossas Nornir, mas as escolhas nos pertencem” (Tiago Maglor – Allmátkki Àss).

Obrigado a todos os que acompanham o Nibelung’s Aliance e que acompanham meus post, até o próximo post e lembrem-se “O Destino é a gente quem faz”.

Hagl Æsir og Vanir!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O Elmo Torslunda e Divergências na crença Odinista


    Olá a todos seguidores e leitores da Nibelung’s Alliance o texto a seguir se trata de uma visão pessoal   espero poder abrir a mente de todos e fazê-los refletir um pouco com o ponto de vista adotado por mim e  meu Kindred. Como eu disse por se tratar de um ponto de vista especifico não degrine de forma alguma a  posição Neutra do Blog.

 Existem diversos pontos na crença Odinista que gera muita discussão, a forma de interpretar certo acontecimento o a visão sobre um documento ou objeto de valor histórico gera tanta polemica, mas como saber qual desses pontos de vista seguir? Simples! Não Sabemos. Hoje independente de grupos os pontos de vista de todas as pessoas interfere bastante, por exemplo, seguir com base em relatos atuais vendo mais como estudo do que como religiosidade, ou com base apenas nos antigos contos, ignorando relatos importantes que hoje podemos analisar com mais clareza, no fundo a junção dos dois é importante, mas “Eu” acredito que sempre devemos ter com base a histórias dos antigos e depois tiramos o proveitoso das mesmas, devemos analisar com bastante clareza os documentos que temos, mas nunca desmerecendo os relatos dos antigos.

 Que existem divergências entre grupos isso não é mistério, podemos ver diversas controvérsias em uma só História, mas devido a tantas fontes que hoje temos todos procuram uma única verdade, analisando cada ponto de vista pra chegar a algo em comum, eu acredito que este não é o caminho, vamos citar um exemplo de pontos de vista de tribos para tentar entender melhor o que estou dizendo.

 O Elmo Torslunda

 Para quem não conhece é um elmo encontrado na Suécia datado de cerca de 700 d.c, em uma das chapas do elmo vemos o que seria o Deus Tyr prendendo o Lobo Fenrir. Mas se Analisarmos conforme o trabalho de autoria de Marcio Alessandro Moreira, veríamos Thor prendendo Fenrir e não Tyr. Em seu trabalho Marcio Alessandro nos lista motivos para tomarmos Thor como a figura amarrando Fenrir.



   01 - Na imagem o personagem possui DUAS MÃOS.
   02 -  O personagem usa LUVA (arma de uso exclusivo  usado apenas por  Thor).
   03 -  O personagem usa um CINTO (arma de uso exclusivo de Thor).
   04 -  O personagem usa um MACHADO (o machado e o Martelo são armas sagradas de Thor).
   05 - O poema Þórdrapá (ano 1000 d.c) chama Thor de “O Apertador de Gleipnir” e desse modo, confirmando que foi Thor que amarrou Fenrir, o que faz sentido, pois todas imagens encontradas de Tyr o mostram com a mão na boca do Lobo.

 O trabalho que vemos gera uma discussão já que todos veem Tyr como quem teria aprisionado Fenrir, aqui vemos outro ponto de vista, Tyr teria sacrificado a mão para que Thor prendesse o monstro ou vendo o fracasso de Tyr ao prender o Lobo Thor teria ido encerrar o trabalho, ou nenhum dos dois e seguimos acreditando que Tyr teria prendido Fenrir, sacrificando sua mão para tal Feito.

Aqui vemos um ótimo exemplo de divergências na crenças, entre pessoas e Kindreds. Nó Próximo post falarei mais sobre pontos de Vista que se divergem lembrando sempre que o que cito vem de mim Tiago  Maglor não denegrindo o lado Neutro do blog de apresentar tanto a crença Odinista quanto a Celta. 


Hagl Æsene og Vanene!