Antes de falar um pouco dessa Deusa há um fato muito marcante na sociedade céltica que a difere das demais, onde uma Deusa ou um Deus, não era necessariamente uma divindade que habita em outro plano e de lá controla ou influencia nossas vidas, como é no caso dos gregos ou romanos. No celtismo, o que torna uma mulher uma deusa é a capacidade de ela ser uma mãe protetora de sua prole, que seja preocupada com os membros de sua tribo e que possa ensinar e transmitir sabedoria e o mesmo ocorre com Bright.
Filha de Dagda, Deusa da Poesia e da Magia, seu nome significa “Luminosa”, "Poderosa” e “Brilhante”, nada mais justo do que este nome para a Deusa do Fogo, Beleza e todas as Artes. Muito venerada na Bretanha e na Europa, mas é na Irlanda que se encontram mais relatos do culto a Ela.
Considerada uma Deusa Tríplice como a Grande Mãe, por corresponder às três classes da sociedade celta, ela é: a Deusa da Inspiração e da Poesia; Protetora dos Reis e seus guerreiros; Deusa das Técnicas. Ela também é muito ligada às curas por meio de herbologia e também por isso ligada hoje à Bruxaria, já que século atrás as mulheres mais idosas dentro de uma aldeia ou vilarejo eram conhecidas pelos seus conhecimentos sobre ervas, seus bens e maus, servindo
como melhorias na plantação, uso medicinal ou até mesmo fazendo-se poções.
As cores que representam a Deusa são o vermelho, o laranja e o verde, cada uma representando uma face de Bright. O vermelho representa o Fogo da Forja, da lareira que aquece e nos alimenta. O Laranja representa a Luz do Sol, pois antes dos Deus Bel e Lugh serem representados pelo Sol, era Bright a quem consagravam o Astro-Rei. Já o verde por sua vez, representa as fontes e ervas que curam e trazem
prosperidade àqueles que cultuam a Deusa.
Relatos irlandeses dizem que ela foi casada com Tuireann, ferreiro dos Tuatha Dé Danann, que junto com seus dois irmãos Creidhne e Luchtaine, são conhecidos como os “Tri Dée Dána” (Os Três Deuses da Arte), que forjavam as armas de sua tribo para as batalhas. Com o ele Bright teve três filhos: Creidhne, Goibniu e Luchtaine.
“Do atrito de duas pedras chispam faíscas; das faíscas vem o fogo; do fogo brota a luz.”




