Pesquisa Nibelung´s Alliance

domingo, 28 de agosto de 2011

Museus Vikings da Europa



Olá galera hoje gostaria de deixar a vocês uma matéria muito interessante que li um tempo atrás e acho que pode interessar muitos dos nossos leitores "principalmente da Europa", espero que gostem.

                                                                                                  por Johnni Langer

Há muito tempo os guerreiros Vikings ocupam um espaço especial no imaginário contemporâneo, vítimas de falsas imagens criadas durante o século XIX (como os fantasiosos capacetes com chifres). Um das metas básicas das pesquisas escandinavas é fornecer ao público uma visão contemporânea tanto das recentes descobertas acadêmicas, como das mais famosas escavações arqueológicas empreendidas no norte europeu, possibilitando um contato mais próximo com as antigas sociedades nórdicas. Os espaços privilegiados para esta divulgação são os vários museus europeus, que possuem acervo relacionado com a Escandinávia Medieval.

A Noruega ocupa um espaço especial na museologia nórdica. Alguns dos mais famosos objetos da arqueologia Viking fazem parte de seus acervos, como também a qualidade das estruturas em que os mesmos permanecem conservados.


Um dos mais conhecidos é o Museu do Navio Viking (Vikingskipshuset), em Oslo (Bygdøy). Foi construído em 1927 pelo arquiteto Arnstein Arneberg especialmente para abrigar antigas embarcações. A mais famosa é a de Oseberg (com 21,5 metros de comprimento), escavada em 1904, repleta de objetos mortuários (como trenós, camas, utensílios e vestuários), além de dois corpos femininos, atualmente interpretados como uma rainha e sua filha. Outro navio muito conhecido é o de Gokstad, descoberto em 1880, pertencente ao estilo chamado de langrskips (navios longos), empregados exclusivamente para guerras e pilhagens. Menos famosas, porém muito importantes, são as outras embarcações pertencentes ao acervo deste museu, como o Tune (encontrado em 1867). Todas as jóias e objetos encontrados junto às escavações dos navios são expostas em exposições permanentes. A imagem ao lado é o navio viking de Oseberg, Museu dos navios vikings de Oslo, Noruega.

 Outro museu norueguês é o Lofotr, Museu Viking de Borg. O museu é uma réplica da casa de antigos chefes locais, reconstruída a partir das pesquisas arqueológicas no local. Possui serviços de passeio com réplicas de carruagens e navios Vikings, refeições e lanches com comida típica da Escandinávia Medieval, além das bebidas (cerveja e hidromel). Seminários, palestras e cursos com especialistas são constantes na área do museu.

Lofotr, Museu viking de Borg,
Noruega.

 A Suécia também possui diversas instituições especializadas nesta temática, como o Museu Nacional de    Antiguidades (Historiska Museet), localizado no centro de Estocolmo. Seu acervo é proveniente de escavações arqueológicas dos sítios de Burka, Uppsala, Vendel, Valsgärde e Gotland. Uma das suas coleções mais importantes são objetos, jóias de ouro e prata e utensílios da vida cotidiana.



Museu Histórico de Gotland(Suécia). A ilha de Gotland, no mar Báltico, foi culturalmente diferenciada das outras regiões Vikings. A sua principal característica é a existência de dezenas de estelas funerárias, pedras com pinturas erguidas para homenagear os mortos ilustres. 

Através dessas esculturas e pinturas, é possível reconstituir o cotidiano, o estilo das roupas, armamentos, navios e diversas interpretações sobre mitologia e religiosidade nórdica. As exposições permanentes recontam a história destas pedras pintadas e sua importância para a História dos Vikings.
Ao lado esta a imagem da Estrela de Bopparve, Que reside no Museu Histórico de Gotland, Suécia.


 Museu Nacional da Dinamarca, em Copenhage. Recebeu diversas modernizações e reorganizações de suas exposições permanentes. Uma das principais atrações deste museu está na sala 20, o famoso machado de Mammen, com ornamentações na lâmina em forma de figuras espiraladas e animais. Foi descoberta no túmulo de um chefe Viking, e nomeou um dos estilos artísticos dos nórdicos. Na sala 21 estão expostos alguns dos tesouros da Era Viking, como jóias, moedas de prata, pingentes do martelo do deus Thor – uma ornamentação com sentido religioso e estético. Um dos maiores colares escandinavos de todos os tempos, com 2 kilogramas de ouro, é exposto na sala 28. A história dos reis dinamarqueses é recontada na sala 22, onde também são incluídos objetos do funeral real de Jelling, das fortalezas circulares de Trelleborg, dos navios-túmulos de Ladby, além de objetos resgatados na cidade de Hedeby. Na última sala dedicada aos nórdicos, são exibidos alguns exemplares de runestones (pedras rúnicas) dinamarquesas. Uma das exposições temporárias de maior sucesso é a recente O tesouro recuperado de moedas da Era Viking Dinamarquesa, que reúne algumas das maiores coleções numismáticas da Europa.

Museu de Lindholm Høje, Dinamarca. Situado ao lado do sítio arqueológico de mesmo nome, um cemitério com sepulturas demarcatórias de pedras, imitando figuras de navios. Ao todo o sítio possuí 700 sepulturas, a maioria com o método de cremação. O Museu de Lindholm Høje foi aberto em 1992 e consiste em uma fazenda-museu, onde réplicas de pessoas em tamanho natural e vários objetos reproduzem o dia-a-dia das regiões interioranas na Era Viking. O interior das casas possui fogueiras, cozinhas, cenas cotidianas. Os objetos originais são expostos em redomas de vidro, numa sala separada do conjunto. Durante o verão, é realizado neste local um mercado Viking, onde são vendidas peças e réplicas de diversos artefatos, além de perfomances e dramatizações com atores profissionais e amadores. O Museu ainda contém uma cafeteria que funciona por várias horas no dia.

Museu de Moesgård, Dinamarca. Suas principais atrações são exposições de caráter etnográfico, mas também pesquisas envolvendo tecnologia de ponta, como fotografia aérea e sondagem arqueológica por magnetômetro, reconstituindo a saga nórdica dos tempos pré-históricos até o processo de cristianização, incluindo a região da Groelândia. Os principais artefatos são pedras rúnicas, da região de Århus e proximidades. Alguns dos itens mais curiosos expostos são o esqueleto de um escravo da Era Viking, decapitado e enterrado com seu senhor em Léjre; corpos preservados nos pântanos (possivelmente sacrifícios, como o homem de Grauballe) e sacrifícios de guerra deIllerup Ådal. Esses últimos vestígios receberam recentemente uma exibição própria, com o nome de Illerup Ådal – A face do inimigo, que reconta a dramática história do encontro de forças da Noruega e Dinamarca na região da Jutlândia, onde os invasores foram derrotados e alguns prisioneiros sacrificados ao deus Odin. Muitos objetos pouco associados aos guerreiros nórdicos no imaginário popular também fazem parte dos acervos: chaves, pentes, potes, alicates, alfinetes, etc. Um dos objetos mais importantes deste museu é o desenho do deus Loki, da estela de Snaptum. Próximo ao museu, existe uma reconstituição em escala (diorama) do antigo povoamento nórdico. Na última semana de julho, ocorre um mercado Viking no local.



Exposição Illerup Ådal, Museu de Moesgård, Dinamarca

Museu Viking de Ribe, Dinamarca. Todas as exposições deste museu recontam a história da cidade Viking de Ribe. A grande atração fica por conta de uma moderna sala-multimídia (com som, luzes e efeitos de computação), chamada de O olho de Wotan (o antigo nome do deus Odin), que introduz o visitante na história e na cultura dos antigos escandinavos, além de um pequeno documentário denominadoOs Vikings em Ribe, apresentado em inglês e em outras línguas, durante várias vezes ao dia. O shop do museu é repleto de curiosidades, livros, réplicas e miniaturas para a venda, muitas das quais são reproduções dos objetos das exposições, além de uma moderna cafeteria. A exposição temporária mais recente envolveu atividades interativas, na qual os visitantes podiam participar de jogos medievais e visitar o interior de antigas cozinhas.

Museu Nacional da Islândia, em Reykjavik. A maior parte do acervo desta instituição pertence ao chamado estilo Nórdico-Celta, consistindo em objetos de bronze descobertos em uma sepultura de mulher na península de Reykjavik. Alguns dos itens expostos incluem a célebre estatueta do deus Thor e seu martelo, além da porta da Igreja de ValÞjofstaður, uma das únicas do estilo romanesco das regiões nórdicas da Europa. Foi reaberto em julho do corrente ano.

Museu Nacional de Antiguidades da Escócia, Edinburgh. Possui uma rica coleção de artefatos recolhidos durante as escavações nas ilhas Orkney, Shetland e norte da Escócia. Recentemente seu acervo foi complementado com a descoberta de muitos sítios-acampamentos dos Vikings, datados das invasões na Grã-Bretanha.


Biografia: site Revista Museu


Espero que tenham gosta, esta matéria da revista museu me agradou muito e decidi compartilhar com vocês, ate a próxima galera.




"Honrar os fios do passado e fortalecer seu wyrd a cada dia."


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Agradecimento

Nibellung´s Alliance



Olá galera nós da Nibellung´s Alliance gostaríamos de agradecer à todos nossos leitores por estarem conosco, graças à vocês seguidores do Portal de Cultura Nórdica Nibellung´s Alliance, batemos o número de  10.000 visualizações hoje, 06 meses após a criação do blog, e em nome de todos os integrantes do blog:

Stephanie Almeida....Cultura Céltica.
Ulsfar (Maurício).......Criaturas e seres no Odinismo.
Tiago Maglor...........Crença e cultura Odinista.

Eu o próprio Maglor agradeço aos nossos leitores e peço que continuem sempre conosco para conseguirmos bater sempre novas metas, transpor barreiras e levar nossa crença a todos merecedores.


Obrigado a todos!



Agradecimentos Nibellung´s Alliance


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Kostr, Casamento Viking

Olá galera, desculpe tenho estado ausente, mas volto hoje com um post sobre cultura Odinista / Ásatrú, Kostr, o casamento viking.


Como eu disse o Kostr é o casamento viking então tem muitas influencias da época, não só da crença Odinista em si. O posta abaixo é um apenas um resumo sobre o casamento, retirado do site do Troth, quem quiser mais detalhes temos um trabalho disponível para download:


O casamento nórdico consistia em duas partes o noivado e o matrimônio (brullaup), Tudo iniciava com o noivo ou pai do noivo tratar do matrimônio com o pai ou guardião da noiva, então era feita uma ‘proposta’: o dote da noiva (mundr); na Islândia, o preço mínimo seria 8 onças de prata (1 onça: 28,349 g) e na Noruega 12. Em troca, o pai da noiva prometia levar o dote (heiman fylgja) após o matrimônio, e esse dote era acoplado ao patrimônio da noiva. O noivo e o guardião da noiva fecham então o contrato matrimonial apertando às mãos na frente de duas testemunhas, pois na época a principal forma de se fechar algo era com sua palavra, isso encerrava o noivado e a noiva poderia concordar ou não, mas isso não era muito importante já que o casamento principalmente era feito para unificar famílias, laços entre tribos, etc. Viúvas tinham mais liberdade e respeito que as mulheres solteiras. Mas nem a idade nem a falta de virgindade eram estorvos para o casamento. 
   O casamento nada mais era que uma grande festa que as famílias davam e todo Kindred comparecia, a união era tida como judicialmente legal após os noivos serem visto na festa matrimonial por seis pessoas. O vestido da noiva era feito pelas meninas da tribo, o vestido era bordado com muitos enfeites, a noiva usava uma coroa de flores ou de algum metal precioso, muitas jóias de prata e ouro e anéis de ouro eram muito comuns em casamentos de diversas classes. A festa do matrimônio era feita geralmente na casa dos pais da noiva cabendo ao anfitrião da mesma, preparar com antecedência de seis meses as bebidas  do casamento, entre elas o famoso mjoðr (Hidromel), sendo esse o fator que originou o termo “lua de mel” para o momento pós-celebração. Na cerimônia, eram comuns os rituais utilizando espadas ancestrais, com o noivo recitando sua linhagem e a sabedoria do clã. Entre os karls (fazendeiros), era comum a utilização do mjölnir, o martelo deThor, para prover a fertilidade da noiva e esse um item era muito usado em casamentos e funerais devido ao fato de Thor ser o deus guardião de Midgardr, o que o tornava muito famoso talvez até mais que Odin para os antigos. O dia mais requisitado para a celebração era a sexta-feira, o dia de Frigg a esposa de Óðinn, guardiã do lar, protetora da gravidez, maternidade e dos casamentos. 
 Bom galera esse é mais um post sobre a cultura nórdica Odinista, espero que tenham gostado, até a próxima.

Bibliografia: O Troth.



Hagl Æsene og Vanene